sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Música do Espírito Santo

Recentemente conheci o portal Música do Espírito Santo. Achei a iniciativa bastante interessante. Entrei em contato com Edu Louzada, idealizador do projeto. Transcrevo abaixo rápida entrevista que realizei com Edu recentemente.

1 - Você poderia se apresentar rapidamente e contar como e desde quando passou a se envolver com música?

Bom, sou o Edu Louzada, trabalho com música há quase 20 anos. No começo era um patrocinador dos shows, mas quando vi estava tão envolvido com a produção que acabei mudando de profissão... Virei produtor.

Trabalhei praticamente com todos os grandes artistas do Brasil até conhecer a banda do Espírito Santo chamada MAHNIMAL. Daí em diante minha vida mudou muito, virei um guerreiro, defensor da música independente (e fiquei duro é claro). Nos últimos 10 anos venho representando a musica Capixaba e Brasileira pelo mundo através das feiras e festivais.


2 - Como surgiu o projeto Música do Espírito Santo? Quais os objetivos?

Há alguns anos, estava eu em Berlim participando da Popkomm pela primeira vez, uma das maiores feiras de música do mundo, que reúne mais de 60 países comprando e vendendo todas as “formas e negócios da música” quando vi que países tradicionalmente “inexpressivos” musicalmente falando vendiam milhões de dólares a mais que o Brasil… Então fiz um estudo com o projeto da França, Hungria, Finlândia e Pernambuco e percebi que a única diferença era que estes países descobriram há anos que a música gera números altíssimos e começaram a tratá-la, literalmente, como negócio, traçando planos de médio e longo prazo, negociando, além do tradicional show e CD’s, a música em si, seja através de licenciamento, booking, sincronização com cinema e/ou publicidade, games, vendas on-line, indústria de telefonia móvel com ringtones, truetones, sites e por ai vai.

O ES apesar de uma excelente qualidade de seus artistas está passando por um período muito ingrato, pois os artistas não estão conseguindo se manter, estão sem publico, sem locais para shows, sem tocar nas rádios, etc..

O grande objetivo do projeto é, além de mapear e catalogar toda a produção do estado, divulgar os artistas com foco na geração de negócios. Para isto fizemos o lançamento do catálogo em Berlim (Popkomm) e Sevilha (Womex) com quase 500 reuniões com os mais diversos agentes de todo o mundo. Criamos o portal musica do ES (
www.musicaes.org.br) onde todo os grupos do ES podem se cadastrar gratuitamente e divulgar o seu trabalho, além de vários seminários com convidados do Brasil e exterior para incentivar os artistas. O ponto alto do projeto é a visita a TODOS os municípios do ES onde um agente cultural (eu de novo) reúne-se com o prefeito, secretários de cultura, programadores de rádio, jornalistas e governanças locais na área da música, tentando fazer um pacto para a valorização do artista capixaba, executando sua musica, contratando seu show, criando associações, cursos de capacitação e por ai vai...


3 - Quais as principais vitórias que projeto já alcançou? Como você avalia o ano de 2008 para o projeto?

Foi uma batalha de 2 anos para o governo entender a importância do projeto, mas a grande vitória foi mesmo a adesão do SEBRAE. Os caras são muito feras, técnicos, gostam de números... exatamente o que precisava. O artista faz a arte, o SEBRAE ensina a fazer o “negócio”.
Estamos finalizando o ano assinando alguns contratos de distribuição e licenciamento para os artistas do catálogo na China, Coréia, Alemanha, Rússia e países do Leste europeu, EUA entre outros. Isto é muito bom, resultado imediato.


4 - Quais os planos para 2009?

Continuar esta batalha que iniciamos, expandir o projeto para os outro estados através do SEBRAE e da BM&A, da qual faço parte, fazer mais e mais negócios com a música produzida no Espírito Santo e, se tudo der certo, colocar a cena do Espírito Santo na posição que ela merece.


5 - O portal tem como foco o público brasileiro ou estrangeiro?

O portal tem o foco no público. Não acredito em barreiras, você pode estar em qualquer lugar do mundo que a distancia será sempre a mesma... um click!


6 - Qual o perfil do artista que está presente no portal Música do Espírito Santo?

Temos do pop ao forro, do rock ao erudito, passando por tudo que imagina. Na real são artistas independentes com um trabalho de excelente qualidade, sem preconceitos quanto ao estilo.

Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura - IV

No site do Ministério da Cultura, são publicados os nomes de todos os artistas ou bandas que receberam recursos do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural.

Dando continuidade aos levantamentos que publico por aqui, divulgo o único nome que reconheci entre os beneficiados com recursos do referido programa para viagens em janeiro de 2009. Acho importante divulgar o programa e indicar artistas conhecidos que obtêm o apoio, pois isso pode incentivar outras bandas a participarem do programa.

- Slim Rimografia: R$ 6.043,00 (para o Midem).

Estatísticas de dezembro

320 visitantes;

687 page views; e

254 visitantes únicos.

A média de tempo no site foi de 12 minutos e 10 segundos por visitante.

Pesquisa de opinão - Abrafin


A Abrafin, com minha colaboração, desenvolveu um questionário eletrônico para melhor entender as opiniões dos consumidores, bandas e integrantes da cadeia produtiva da música independente sobre a associação. O objetivo é utilizar as opiniões enviadas na implementação das atividades da Abrafin em 2009. Para responder as questões, são necessários menos de 5 minutos.

O link para o questionário é:

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

South by Southwest 2009

Mais de 30 bandas brasileiras foram selecionadas para o SXSW 2009.

Agora, basta esperar e ver quem efetivamente vai desembarcar em Austin.

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Complemento: são 68 as bandas da Austrália e Nova Zelândia já confirmadas no SXSW 2009. Falando em Austrália, indico um link do Australian Music Office com conteúdos em podcast sobre feiras de música, entre elas o SXSW. Recomendo a fala de Phil Tripp.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Metapost

Raramente eu comento coisas que os outros andam fazendo (ou que eu mesmo ando fazendo). Como isso não foi uma escolha consciente, esse post vai se dedicar apenas a isso que eu indiquei acima como algo raro.

Em primeiro lugar, duas indicações: o blog do Ronaldo Evangelista e a edição 8 da +Soma (já disponibilizada no site em pdf).

Ronaldo segue pelo caminho do bem e abre espaço próprio no blog para discussões sobre música e mercado. O lance é tipo um Manhattan Connection da música independente brasileira. Espero que os encontros sigam freqüentes e que uns 40 minutos semanais de debates sejam publicados no blog.

A Soma número 8 está ótima. Acho que foi a edição que eu mais gostei.

Os posts no "Música e Mercado" não estão muito freqüentes por dois motivos. Ao longo do semestre, optei por escrever o texto que está aqui à direita, sobre shows internacionais na cidade de São Paulo nos últimos anos (além de alguns outros temas conexos). Estou desenvolvendo algumas atividades com a Abrafin, que serão divulgadas em breve, por isso sobrou menos tempo para o blog também. É isso.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Do SESC/SP para a iniciativa privada - 2a. versão

A segunda versão do texto sobre a evolução dos shows de artistas internacionais do SESC/SP para a inciativa privada encontra-se ao lado.