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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Pesquisa de opinão - Abrafin

Entre 02/01/09 e 03/02/09, 335 pessoas responderam o questionário eletrônico preparado pela Abrafin, com minha participação.

Em breve, os resultados serão divulgados.

Agradeço todos que participaram.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Pesquisa de opinão - Abrafin


A Abrafin, com minha colaboração, desenvolveu um questionário eletrônico para melhor entender as opiniões dos consumidores, bandas e integrantes da cadeia produtiva da música independente sobre a associação. O objetivo é utilizar as opiniões enviadas na implementação das atividades da Abrafin em 2009. Para responder as questões, são necessários menos de 5 minutos.

O link para o questionário é:

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Comprador e Imagem

Retomando o texto de 5 de agosto, sobre os shows do Móveis Coloniais de Acaju na Europa, acho que o edital do MinC, mencionado nesse texto, é um instrumento que precisa ser melhor divulgado entre artistas e bandas.

Em uma entrevista que encontrei no site do Móveis Coloniais de Acaju, um integrante da banda explica que, na conferência organizada durante o Goiânia Noise 2007, conheceu o representante do Pukkelpop. O representante do festival assistiu ao show da banda e fez o convite para que eles tocassem no festival de 2008. Percebe-se que a vinda de profissionais estrangeiros para eventos de música no Brasil pode contribuir para que bandas brasileiras busquem o desenvolvimento de suas carreiras em outros países.

Além das iniciativas autônomas dos festivais independentes, o projeto “Comprador e Imagem”, da BMA/APEX, também tem o objetivo de fortalecer relações entre artistas brasileiros e profissionais de outros países.

Seria interessante que, aliado ao projeto “Comprador e Imagem” e às conferências realizadas nos festivais independentes, houvesse uma capacitação para que os artistas e bandas pudessem participar do Programa de Intercâmbio de Difusão Cultural do MinC.

O projeto da BMA/APEX de 2008 teve início há poucos dias atrás. No site da BMA, está escrito: “Os Projetos Comprador e Imagem consistem na vinda de profissionais de mídia e compradores internacionais ao Brasil para se encontrarem com produtores musicais e artistas brasileiros, tendo como objetivo a promoção e a geração de negócios. A edição deste ano ocorrerá do dia 16 a 25 de agosto, nas cidades mencionadas acima”.

Trata-se de uma ótima iniciativa. Para fortalecer o debate sobre esse tipo de projeto, seria importante que a BMA/APEX tivesse publicado um relatório sobre os negócios gerados com o projeto em 2007 e assim o fizesse em relação aos demais projetos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

BAFIM 2008

BAFIM (Feira Internacional da Música de Buenos Aires) é uma das principal feiras de música e negócios da América Latina.

Em 2008, ocorrerá a terceira edição do evento, entre os dias 3 e 7 de setembro.

O festival conta com 5 palcos para apresentações ao vivo, área onde ocorrerão as conferências e reuniões de negócios (MusicNet) e uma área aberta ao público, com stands de importantes empresas argentinas e de outros países (serão mais de 60 expositores esse ano).

Conheci em março uma das pessoas que organizam o BAFIM, Mariana Markowiecki.

A feira é uma ótima oportunidade para artistas e bandas brasileiras se aproximarem do mercado argentino.

Nos anos anteriores, os seguintes representantes brasileiros participaram das mesas de debates do BAFIM: Marinilda Boulay (Guia do Mercado Brasileiro da Música e representante do MIDEM na América Latina), Gustavo de Vasconcellos (FMI), Eduardo Muskat (MCD), Bruno Boulay (representante no Brasil do Escritório de Exportação da Música Francesa), Paulo André (Porto Musical), Felipe Llerena (iMusica), Deborah Sztajnberg (Debs Consulting), Fabrício Nobre (Abrafin), entre outros.

Em breve, a programação artística e das mesas de debates serão divulgadas.

A BMA/APEX, em parceria com a ABMI e a Abrafin, terão um stand na feira. Além disso, a BMA/APEX selecionou 10 artistas brasileiros para se apresentarem na feira (as informações foram publicadas no site da BMA no dia 08.07.08). Três deles serão escolhidos pelos organizadores da BAFIM para se apresentarem na edição de 2008.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Abrafin

Mesmo considerando que a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes) é uma instituição nova, sem fins lucrativos e com um orçamento pequeno, ela já ocupa um espaço de destaque no debate sobre o mercado de música no Brasil.

A principal fonte de informação sobre uma instituição é, em regra, seu site. No entanto, o site da Abrafin contém poucas informações. O link que dá acesso ao estatuto não está funcionando, por exemplo.

Do mesmo modo que venho entrando em contato com outras instituições, entrei em contato e enviei as perguntas abaixo para o presidente da Abrafin, Fabrício Nobre. As questões serão sobre temas que poderiam estar contemplados no site da Abrafin.

1- O texto de apresentação da Abrafin indica que havia a expectativa de contar com quase 30 festivais associados ao final de 2007. Essa meta se realizou?

2 – Há uma lista de festivais brasileiros no site da associação. Todos os festivais mencionados são associados à Abrafin?

3 – Quais os planos da Abrafin para 2008? Quais as principais metas e como se pretende realizá-las?

4 – Qual a opinião da Abrafin sobre o que seria mais importante para o mercado brasileiro no momento: financiamento público de grandes feiras de negócios ou financiamento público de pequenas feiras descentralizadas? Sim, o pressuposto é que as duas espécies de eventos são importantes. Mas qual deveria ser priorizado no momento?

Assim que as respostas forem enviadas, serão publicadas neste espaço.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

James Lima, Petrobras e o papel do Estado

No último dia 21, o Music News publicou um editorial cujo título era “As feiras de música perdem seu maior patrocinador – A Petrobras”. O texto foi assinado por James Lima, editor do Music News.

O título era bastante incisivo e parecia estar alicerçado em fatos que seriam narrados no inteiro teor do editorial. O inteiro teor do editorial afirma que a Petrobras redimensionou suas ações de patrocínio e, como conseqüência de tal medida, a Feira de Música Independente (FMI), o Porto Musical e a Feira Música do Brasil ficariam sem os recursos da Petrobras. O editorial indica que, em contrapartida, a Petrobras ainda vai patrocinar a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), ressalta que não tem nada contra a Abrafin e que a Petrobras estaria estimulando a Abrafin a fazer pequenas feiras e seminários. O editorial, ao final, critica essa estratégia da Petrobras por meio de uma pergunta que aponta o paradoxo da nova estratégia, tendo em vista que os eventos que deixarão de ser patrocinados pela estatal têm os mesmos fins que a Petrobras quer alcançar ao apoiar eventos da Abrafin.

No dia seguinte, 22 de fevereiro, o Music News publicou esclarecimentos enviados por Melina Hickson em nome do Porto Musical e da Abrafin (os inteiros teores das notas encontram-se no site do Music News).

Melina Hickson, ao final de sua manifestação, posiciona-se no sentido de que as pequenas palestras e debates que o Edital Petrobras de Festivais de Música pretendeu estimular não devem alterar ou enfraquecer as grandes feiras e convenções de música.

Em nova nota, James Lima reforça a opinião de que a Petrobras deixar de patrocinar os grandes eventos seria uma grande perda para o mercado independente. Considera que a Petrobras deveria continuar a apoiar o segmento de feiras, shows e encontros do mercado musical independente como um todo e, ao concluir, indica que o que está em pauta são as justificativas da estatal ao cortar “incentivos para algumas atividades e incluir ou continuar incentivando outras com as mesmas intenções”.

“Estamos ou não estamos todos junto?!” é a pergunta com a qual James Lima encerra seu texto.

-x-

Sou assinante do Music News há algum tempo e tenho a impressão de que foram raras as notas em que o editor se posicionou sobre assuntos ligados ao mercado brasileiro de música. Sendo assim, apenas o ato de se posicionar já é importante e contribui para que o debate possa ter início.

Não concordo com alguns pontos expressados por James Lima e vou indicar quais são eles e os porquês.

Em primeiro lugar, abordar o fato de que os grandes eventos têm os mesmos fins que os pequenos como um indicativo de que haveria uma irracionalidade na nova estratégia da Petrobras não é totalmente esclarecedor. Olhar para os mesmos fins genéricos que eventos pequenos e grandes tentam realizar não esclarece as diferentes conseqüências que cada tipo de evento pode gerar. Explico.

Um grande evento pressupõe o seguinte:

- será acessível às pessoas e empresas que já têm certo nível de capitalização para assumir os custos de deslocamento até o grande evento;
- a pauta será interessante para empresas e pessoas que já têm maior nível de organização para os negócios;
- a oportunidade para a troca de experiências e conhecimentos ficará centralizada em apenas um espaço.

Vários eventos pequenos pressupõem o seguinte:

- serão acessíveis às pessoas e empresas com menor nível de capitalização e que poderão, então, assumir os menores custos de deslocamento para um evento não tão distante do lugar onde se encontram;
- as pautas serão interessantes para empresas e pessoas que têm menor nível de organização para os negócios;
- a oportunidade para troca de experiências e conhecimentos ficará descentralizada.

James, pelo que compreendi, considera que a Petrobras deveria continuar a apoiar “todo o segmento de feiras, shows e encontros do mercado musical independente como um todo”. Sim, isso seria possível se os recursos financeiros não fossem escassos. A Petrobras deve ter seus limites para investir nesse segmento e, diante disso, toma decisões sobre onde investir. Ignorar esse ponto de vista da Petrobras não contribui para o debate.

Mas e o que eu acho mais produtivo: investir em vários pequenos eventos espalhados pelo Brasil ou investir em poucos grandes eventos?

Não sei. Não sei se tenho os dados necessários para ter uma opinião.

Antes de ter uma opinião formada, creio que seria importante saber:

- qual o perfil de quem participa de um grande evento e de um evento pequeno? Qual o seu nível de organização, conhecimento, faturamento, em que posição da cadeira econômica se encontra?

- o que fazem com as informações e experiências obtidas nos eventos grandes ou pequenos? Como os eventos influenciam objetivamente sua atividade econômica?

- quais as diferenças entre as três grandes feiras de música que ocorrem no Brasil?

A finalidade desse texto é tentar problematizar o debate que James Lima iniciou.

Tenho muito interesse sobre o tema do papel do Estado em relação à música e ao mercado da música. Em breve, pretendo publicar mais textos sobre o tema.