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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Comprador e Imagem

Retomando o texto de 5 de agosto, sobre os shows do Móveis Coloniais de Acaju na Europa, acho que o edital do MinC, mencionado nesse texto, é um instrumento que precisa ser melhor divulgado entre artistas e bandas.

Em uma entrevista que encontrei no site do Móveis Coloniais de Acaju, um integrante da banda explica que, na conferência organizada durante o Goiânia Noise 2007, conheceu o representante do Pukkelpop. O representante do festival assistiu ao show da banda e fez o convite para que eles tocassem no festival de 2008. Percebe-se que a vinda de profissionais estrangeiros para eventos de música no Brasil pode contribuir para que bandas brasileiras busquem o desenvolvimento de suas carreiras em outros países.

Além das iniciativas autônomas dos festivais independentes, o projeto “Comprador e Imagem”, da BMA/APEX, também tem o objetivo de fortalecer relações entre artistas brasileiros e profissionais de outros países.

Seria interessante que, aliado ao projeto “Comprador e Imagem” e às conferências realizadas nos festivais independentes, houvesse uma capacitação para que os artistas e bandas pudessem participar do Programa de Intercâmbio de Difusão Cultural do MinC.

O projeto da BMA/APEX de 2008 teve início há poucos dias atrás. No site da BMA, está escrito: “Os Projetos Comprador e Imagem consistem na vinda de profissionais de mídia e compradores internacionais ao Brasil para se encontrarem com produtores musicais e artistas brasileiros, tendo como objetivo a promoção e a geração de negócios. A edição deste ano ocorrerá do dia 16 a 25 de agosto, nas cidades mencionadas acima”.

Trata-se de uma ótima iniciativa. Para fortalecer o debate sobre esse tipo de projeto, seria importante que a BMA/APEX tivesse publicado um relatório sobre os negócios gerados com o projeto em 2007 e assim o fizesse em relação aos demais projetos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

BAFIM 2008

BAFIM (Feira Internacional da Música de Buenos Aires) é uma das principal feiras de música e negócios da América Latina.

Em 2008, ocorrerá a terceira edição do evento, entre os dias 3 e 7 de setembro.

O festival conta com 5 palcos para apresentações ao vivo, área onde ocorrerão as conferências e reuniões de negócios (MusicNet) e uma área aberta ao público, com stands de importantes empresas argentinas e de outros países (serão mais de 60 expositores esse ano).

Conheci em março uma das pessoas que organizam o BAFIM, Mariana Markowiecki.

A feira é uma ótima oportunidade para artistas e bandas brasileiras se aproximarem do mercado argentino.

Nos anos anteriores, os seguintes representantes brasileiros participaram das mesas de debates do BAFIM: Marinilda Boulay (Guia do Mercado Brasileiro da Música e representante do MIDEM na América Latina), Gustavo de Vasconcellos (FMI), Eduardo Muskat (MCD), Bruno Boulay (representante no Brasil do Escritório de Exportação da Música Francesa), Paulo André (Porto Musical), Felipe Llerena (iMusica), Deborah Sztajnberg (Debs Consulting), Fabrício Nobre (Abrafin), entre outros.

Em breve, a programação artística e das mesas de debates serão divulgadas.

A BMA/APEX, em parceria com a ABMI e a Abrafin, terão um stand na feira. Além disso, a BMA/APEX selecionou 10 artistas brasileiros para se apresentarem na feira (as informações foram publicadas no site da BMA no dia 08.07.08). Três deles serão escolhidos pelos organizadores da BAFIM para se apresentarem na edição de 2008.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

BMA divulga informações

A BMA divulgou informações interessantes recentemente: o balanço de negócios em 2007-2008 e uma pesquisa que tem como respondentes os associados da BMA.

Os dois relatórios estão ao dispor do público no site da BMA (acesse "Institucional" e, depois, "Notícias" - são as duas notícias publicadas em 13 de maio de 2008).

É um bom ponto de partida para o debate sobre o papel do convênio BMA/APEX.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Opiniões, cadastro, críticas, idéias...

Não sei se todos que visitam o blog repararam que há uma nova ferramenta ao seu dispor. Trata-se de um campo, localizado na coluna da direita, para que o visitante envie opiniões, críticas, idéias e se cadastre para receber outras notícias no futuro.

Em regra, vou publicar nos posts todas as opiniões, críticas e idéias que eu receber.

Acho que cada visitante pode optar por usar os comentários abaixo de cada post ou pode usar essa ferramenta presente na coluna da direita do blog.

Recebi um comentário de Michel Nicolau, responsável pelas Relações Institucionais da BMA, na última sexta-feira, dia 28. O inteiro teor do comentário é:

"Queria deixar uma mensagem sobre o post do dia 13 de março. Especificamente trato do ponto levantado pelo Bruno sobre quem deve receber incentivo. Entanto que esta proposta não pode ser totalizante, representando todas as ações de exportação. Um projeto de exportação não se faz apenas olhando o topo, mas também a base. Se é verdade que os artistas que devem receber apoio são aqueles que têm potencial de exportação, também é verdade que devemos trabalhar na preparação daqueles que ainda não estão neste ní­vel, mas que podem chegar lá. Então, um plano de exportação deve ser entendido como estratégia unificada, mas que atue em vários níveis, com ações especí­ficas para cada ní­vel".

Concordo com o comentário de Michel. Vou tentar, em breve, escrever um texto que retome de modo mais aprofundado as idéias do post de 13 de março, debatendo também as idéias de Michel presentes no comentário acima.

Agradeço ao Michel pelo comentário.

PS: há dois comentários sobre o post do dia 24.02.08 ("James Lima, Petrobras e o papel do Estado"). Um dos comentários é do próprio James Lima. Como esse post não está mais na primeira página do blog, deixo aqui o recado sobre os novos comentários. Agredeço os comentários recebidos.

quinta-feira, 13 de março de 2008

O papel do Estado (4)

Exportações e APEX/BMA

Não, desenvolver uma estratégia de exportação da música brasileira não é uma tarefa fácil. A BMA (Brasil, Música e Artes), por exemplo, está atualmente em seu segundo convênio com a APEX e os resultados obtidos precisam ser debatidos para que o que foi feito seja compreendido, os pontos positivos sejam consolidados e os negativos, alterados.

O ponto que considero essencial é: a maioria dos recursos estatais destinados à exportação de música brasileira deveria ser distribuída entre artistas que tenham potencial (a ser definido do modo mais objetivo e institucional possível) de gerar receitas que serão internalizadas entre os agentes econômicos da indústria da música no Brasil. Isso seria um norte para o destaque de critérios e objetivos para uma política pública relacionada à exportação de música.

Quando a BMA promove uma ação no exterior, será que ela leva em conta a questão do valor estético da música a ser exportada ou apenas a relação entre uso do dinheiro público e valor que retornou ao Brasil por meio de exportações? Há um estudo prévio e independente sobre que artistas brasileiros produzirão melhores resultados econômicos no exterior ou há apenas opiniões de agentes econômicos locais interessados em expor seus artistas em outros mercados para ver se algum negócio virá de tal exposição?

A APEX/BMA e qualquer outra instituição brasileira que se encarregue de tal tarefa deveria conter as seguintes características:

- ser radicalmente transparente (como no debate sobre as agências reguladoras, tal órgão não poderá ser capturado por interesses dos agentes econômicos que tentam contribuir para que as metas da política pública sejam alcançadas);

- grau máximo de institucionalização (as regras sobre os programas de incentivo devem estar acessíveis a todos que se sintam aptos a participar. A estipulação de tais regras deve ser precedida de debate prévio e plural);

- corpo técnico autônomo (deve publicar e divulgar um plano para o ano seguinte, com metas e formas objetivas de verificar se tais metas serão alcançadas);

- a cultura do artista que "pede" auxílio deve ser extinta (o artista, como qualquer cidadão, não deve pedir nada ao Estado ou a quem quer que seja que gerencie recursos públicos. Ele concorre aos auxílios que são direitos de todos aqueles que preencham os critérios objetivos estipulados para que tal auxílio seja concedido).

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

APEX

Entrei em contato com Bruno Amado, gestor do Projeto Setorial Integrado de Exportação da Música do Brasil.

Pedi a ele as seguintes informações e documentos públicos:

- cópia do atual convênio entre APEX e BMA;

- as prestações de contas referentes ao atual convênio e os relatórios internos da APEX que já aprovaram tais prestações de contas;

- a confirmação da formação atual do Comitê Gestor vinculado ao projeto, a periodicidade das reuniões e o local onde ocorrem.

David Mcloughlin (BMA) indicou um link (publicado aqui em 19 de fevereiro) que permitiria o acesso a mais detalhes sobre o projeto. No entanto, as informações disponíveis não são plenamente satisfatórias, a despeito de serem importantes e permitirem um conhecimento mais aprofundado do projeto.

Um ponto negativo, por exemplo, relaciona-se ao ícone denominado "Número de Empresas Beneficiadas: 50". Um dado importante. Mas não há informações sobre quais são essas empresas, quais os ramos da atividade econômica da música aos quais se vinculam, quais benefícios receberam, qual a quantidade de exportação gerada...

Um ponto positivo é a publicação da lista de membros do Comitê Gestor: Costa Netto (BMA), Jan Fjeld (UOL), Marcos Kilzer (Coqueiro Verde), Maurício Bussab (Tratore), Michel Nicolau (gerente do primeiro convênio entre APEX e BMA, que se encerrou em 2006), Murilo Pontes (Eldorado) e Roberto Mello (Abramus).

Não é possível que haja debate público sem informações que respaldem argumentos positivos ou negativos sobre certa política pública.

Vou aguardar o envio das informações e documentos públicos que eu pedi.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

BMA responde

David Mcloughlin é o gerente do Projeto Setorial Integrado de Exportação da Música do Brasil, mencionado neste espaço em 13 de fevereiro de 2008.

Como integrante da associação Brasil, Música e Artes (BMA), ele coordena o projeto e dialoga com a APEX, instituição estatal que financia o programa brasileiro de exportação de música.

Quando resolvi começar esse blog, uma das pessoas com a qual eu queria manter um diálogo constante era David (foi uma das primeiras pessoas com a qual falei sobre o blog). Abaixo estão as respostas de David sobre algumas perguntas que enviei à BMA.

Agradeço ao David pela rápida resposta ao meu e-mail e agradeço a todas as pessoas que também estão contribuindo com o blog.

1 - Quem pode fazer parte da BMA? Apenas pessoas jurídicas?

R.: Ordinariamente pessoas jurídicas. Pensamos em ter pessoas físicas [futuramente], mas então definiremos regras.

2 - Quais os benefícios de se fazer parte da BMA?

R.: Você pode fazer parte de nossas atividades com todos os benefícios. Exemplo:

- faixas nos CDs promocionais semestrais. Estes CDs são distribuídos para clientes internacionais;

- promoção via
www.BMATOOLS.com. Você pode usar o BMATOOLS para promover um lançamento de seu disco no mercado internacional. O BMATOOLS é acessado apenas por empresários, rádios e jornalistas estrangeiros;

- participação em feiras. Você pode participar com a BMA das feiras internacionais, como MIDEM, POPKOMM, WOMEX, SXSW e LONDON CALLING. Em todas essas feiras a BMA possui estande ao qual você pode usufruir sem custos, além de seus custos pessoais;

- assessoria para exportação. Você pode consultar a equipe da BMA para que esta te assessore em negócios de exportação;

- participar dos projetos “Imagem e Comprador”. A BMA traz para o Brasil 10 profissionais de mídia e de empresas de música. Você poderá encontrá-los e, possivelmente, exibir seus produtos a eles;

- rede internacional de contatos. A BMA te disponibiliza uma rede internacional de contatos, contando com profissionais que nos ajudam nos EUA, Reino Unido, França e Alemanha.

3 - Quais os custos decorrentes da filiação junto à BMA?

R.: Por enquanto, a filiação é gratuita. Contudo, a BMA estuda instituir uma mensalidade que, de qualquer maneira, não será pesada. Algo em torno de R$ 50,00.

4 - Por que houve a opção de não publicar o estatuto da BMA em seu site?

R.: Não é opção. Devemos publicar, sim. Você tem razão.

5 - A APEX mantém um convênio com BMA cujo objetivo é a exportação de música brasileira. No entanto, não há muitas informações no site da BMA sobre como os interessados poderiam participar dos programas oferecidos às empresas ou artistas que busquem mecanismos que possam auxiliá-los a exportarem. Não contribuiria para o próprio amadurecimento das exportações de música brasileira que os programas oferecidos pela BMA, e a forma de se participar deles, fossem explicados no site da instituição com mais detalhes? Em outras palavras, diante do que foi dito acima, não valeria a colocação "quanto mais informações, melhor"?

R.: Devemos ter a partir de março uma pessoa contratada para cuidar apenas do site e dos nossos canais de comunicação com os empresários brasileiros. Também há um site da APEX no qual o projeto está em detalhes – www.apexbrasil.com.br/projetos. Entre como visitante, escolha como setor “música”. Haverá dois projetos lá. Escolha aquele em execução.

-x-

Em 2007, a BMA trouxe Tracy Mann, do South by Southwest (SXSW), ao Brasil. Ela foi uma das convidadas do projeto “Comprador e Imagem”. Durante os eventos organizados por aqui, Tracy Mann teve a oportunidade de assistir shows Lucy and the Popsonics, Pata de Elefante, Vamoz, MQN, Telerama e O Quarto das Cinzas. Essas 6 bandas acabaram sendo selecionadas, juntamente com outros 8 artistas brasileiros, para o SXSW 2008. A BMA, sendo assim, contribuiu para que o Brasil tivesse um número recorde de artistas no SXSW.

Levando isso em consideração, e tendo em vista que o SXSW vem sendo um tema prioritário nos últimos dias, fiz algumas perguntas complementares ao David.

1 – Haverá alguma espécie de apoio da BMA aos artistas brasileiros que irão ao SXSW 2008? Que tipo de apoio e para quem?

2 – Desde quando a BMA começou a se relacionar com o SXSW? Em quantas edições do festival a BMA esteve presente? Como foram essas experiências?

As respostas serão publicadas assim que forem enviadas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Brasil, Música e Artes

Instigado pelas respostas recebidas de alguns escritórios de exportação que apoiarão artistas de seus respectivos países no SXSW 2008, resolvi pesquisar um pouco sobre a Brasil, Música e Artes (BMA).

A BMA é uma associação sem fins lucrativos que, desde 2002, por meio de um convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX), vem centralizando os esforços brasileiros relacionados à exportação de música.

Atualmente, está em vigor o segundo convênio entre BMA e APEX, referente ao biênio 2007/2008, que pode ser renovado por mais 12 meses (segundo dispõe o Regulamento de Convênios, que pode ser obtido no site da APEX, em seu artigo 8º, parágrafo único). Trata-se do Projeto Setorial Integrado de Exportação da Música do Brasil.

Em função do fato de que o site da BMA não continha as informações que eu buscava, enviei à gerente da BMA, Célia Gillio, um e-mail com algumas perguntas (que seguem abaixo).

Assim que as respostas forem obtidas, serão publicadas aqui.

1 - Quem pode fazer parte da BMA? Apenas pessoas jurídicas?

2 - Quais os benefícios de se fazer parte da BMA?

3 - Quais os custos decorrentes da filiação junto à BMA?

4 - Por que houve a opção de não publicar o estatuto da BMA em seu site?

5 - A APEX mantém um convênio com a BMA cujo objetivo é a exportação de música brasileira. No entanto, não há muitas informações no site da BMA sobre como os interessados poderiam participar dos programas oferecidos às empresas ou artistas que busquem mecanismos que possam auxiliá-los a exportarem. Não contribuiria para o próprio amadurecimento das exportações de música brasileira que os programas oferecidos pela BMA, e a forma de se participar deles, fossem explicados no site da instituição com mais detalhes? Em outras palavras, diante do que foi dito acima, não valeria a colocação "quanto mais informações, melhor"?