quarta-feira, 23 de julho de 2008

ABMI e Feira da Música 2008 - novos sites

Os novos sites da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) e da Feira da Música 2008 estão no ar.

Em relação ao site da ABMI, já estava mais do que na hora do lançamento de um site novo. No ícone "Imprensa", os dados apresentados são poucos. Seria bom para o setor que a ABMI pudesse sistematizar de modo mais aprofundado os dados de seus associados (são poucos os números disponibiliados atualmente).

O site da Feira da Música 2008 também merece elogios. Já na página inicial há certa preponderância, positiva, no que diz respeito às informações sobre a programação da Rodada de Negócios, das oficinas, workshops e encontros.

O próximo passo para os encontros de música no Brasil seria não apenas restringir o contato entre convidados e público aos poucos minutos de duração de um workshop ou de um debate, mas sim, por meio de compromisso assumido por cada convidado, disponibilizar previamente no site do evento textos inéditos e textos de referência sobre os temas das Rodadas de Negócios, workshops, oficinas e encontros.

domingo, 29 de junho de 2008

Debate - Márcia Tosta Dias, Pedro Alexandre Sanches e Pena Schmidt

"Da série “Pensar em Música”, evento contará com as presenças de Márcia Tosta Dias, autora do livro Os Donos Da Voz, do jornalista Pedro Alexandre Sanches e do diretor artístico do Auditório, Pena Schmidt (foto ao lado).
Dia 01 de julho, às 17 horas, o Auditório Ibirapuera abre o espaço, pela primeira vez, para uma palestra sobre a indústria fonográfica, as grandes gravadoras, as independentes e o trajeto da música brasileira. O evento, que será realizado na área de Convivência do Auditório para cerca de 80 pessoas, será gratuito. Os interessados devem retirar suas senhas com uma hora de antecedência na bilheteria do Auditório Ibirapuera. Publicado pela Boitempo em segunda edição, o livro Os Donos da Voz, tema da palestra, faz uma análise abrangente e detalhada do funcionamento da indústria fonográfica brasileira e mundial. A obra avalia os enormes avanços do mercado fonográfico, examinando sua organização administrativa, fusões, estratégias, critérios de produção e seus altos patamares de lucratividade – que perduraram por quase todo o século XX. Levanta ainda dados sobre as formas de difusão musical utilizadas pelas grandes companhias e ressalta o lugar ocupado pela chamada produção independente. A pesquisa que originou o livro, ao analisar as formas de organização e produção nas grandes companhias fonográficas no passado recente, acabou por encontrar e explorar o que se pode considerar como o ponto zero de tais transformações: a incorporação das tecnologias digitais ao conjunto do trabalho, sobretudo à gravação, aliada à reestruturação globalizadora do capitalismo.
Pensar em Música! - 01 de julho 17h00 - "Os Donos da Voz", sobre a indústria fonográfica AUDITÓRIO IBIRAPUERA Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 2 do Parque do Ibirapuera. Informações: info@iai.org.br Site: http://www.auditorioibirapuera.com.br/", Luciana Stabile, Music News.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Estatísticas de maio

196 visitantes;

339 page views; e

157 visitantes únicos.

A média de tempo no site foi de 13 minutos por visitante.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

John Telfer - Musical Notes (2)

Rádios – tocam e não pagam

Você já escutou alguma vez músicos reclamarem que escutaram suas músicas tocando em rádios, mas nunca foram pagos por isso? Talvez isso possa ser chamado de “play and no pay”.

Um dos problemas é que, no Brasil, cerca de 50% (isso mesmo, 50%) das rádios não pagam direitos de performance referentes às músicas que tocam.

É um grande desrespeito dessas rádios aos compositores e artistas.

As rádios usam a música para atrair ouvintes, mas não querem pagar pela música. Elas deveriam estar pagando um pequeno valor pela licença ao ECAD e, então, esse o valor seria dividido entre o artista que gravou a música, o compositor, os músicos, a gravadora e a editora.

A gravadora recebe uma parcela porque há casos em que pagou pela gravação da música (master) e também assumiu custos para a promoção do disco (inclusive enviando discos para as rádios).

A gravadora pode ter pagado à rádio para que a música fosse veiculada. Se e quando isso acontecer, esse custo é cobrado de volta do artista, ou seja, é descontado dos direitos/porcentagens que ele receberá da gravadora. Vou abordar isso em outro momento.

Os músicos recebem uma pequena parcela porque tocaram na gravação da música veiculada nas rádios.

A editora recebe uma parcela porque representa os compositores e coleta os direitos desses últimos. Se as músicas são veiculadas em outros países (não apenas no país onde o artista reside), a sua editora faz um acordo com outras editoras estabelecidas em países diferentes. E, logicamente, os compositores recebem suas parcelas porque sem o compositor não haveria música.

A pirataria é sempre um tema recorrente. Mas, com certeza, o fato de algumas rádios não pagarem o que devem é também pirataria e tão ilegal quanto downloads ilegais ou a fabricação de cds piratas, não é?

Por que somos aparentemente incapazes de fazer com que as rádios paguem o que devem?

Esse tópico continua no próximo texto.

Obrigado pela atenção.

John Telfer, 19 de maio de 2008.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

BMA divulga informações

A BMA divulgou informações interessantes recentemente: o balanço de negócios em 2007-2008 e uma pesquisa que tem como respondentes os associados da BMA.

Os dois relatórios estão ao dispor do público no site da BMA (acesse "Institucional" e, depois, "Notícias" - são as duas notícias publicadas em 13 de maio de 2008).

É um bom ponto de partida para o debate sobre o papel do convênio BMA/APEX.

domingo, 4 de maio de 2008

Centro de Música e Negócios

1. Pressupostos:

A música é uma das principais formas por meio das quais as grandes empresas se comunicam com os consumidores. Em mercados mais desenvolvidos, essa conexão é mais plena. No Brasil, ela está em estágio menos avançado, mas claramente é uma realidade.

A forma de consumo de música gravada será cada vez mais por meio de empresas pagando para fornecer música gratuita aos seus consumidores (música gravada aparentemente gratuita para o consumidor – ao menos enquanto a qualidade dos arquivos digitais não for reconhecida como um valor agregado).

A música é um negócio como outro qualquer. Mas, no Brasil, há um déficit de conhecimentos e informações sobre esse ramo da atividade econômica.

É um negócio em mutação. A antiga locomotiva da indústria da música, venda de fonogramas em suporte físico, vem perdendo fôlego há anos, no Brasil e no mundo. É o momento ideal para se pensar novos modelos de negócios.

No momento em que as grandes gravadoras buscam novas formas de atuação, as pequenas começam a chamar a atenção. A pluralização dos canais de comunicação entre artistas e público vem gerando a descentralização do poder (estético, econômico e de influência), dando espaço às empresas menores. Isso é um fato em mercados mais desenvolvidos. O Brasil apresenta a mesma tendência. Haverá também uma grande demanda por informações por parte das empresas pequenas.


2. Função:

Centro de pesquisa sobre o mercado de música interno e sobre a exportação de música brasileira.


3. Objetivo:

Preencher o vácuo existente no Brasil no que diz respeito à literatura e sistematização de conhecimentos sobre o mercado de música. Contribuir para a contínua profissionalização desse mercado.


4. Oportunidade:

Atividade inovadora.

Venderia criatividade e inovação (consultoria que ajudaria a manter o centro de pesquisa). Devolveria, em troca, conhecimentos para todos (publicações e cursos).


5. Forma de financiamento:

- pequeno orçamento inicial (nome e infra-estrutura de alguma instituição de ensino/pesquisa);

- doações de empresas vinculadas à música;

- eventos sobre negócios com música;

- serviço de consultoria.


6. Estratégia:

Com o orçamento inicial, será produzido conteúdo inédito a ser disponibilizado no site do centro de estudos. Contatos serão feitos com agentes do mercado. Parte das informações e pesquisas que serão necessárias para que as consultorias sejam concluídas serão disponibilizadas para o público (exemplo: Ibope).


7. Possíveis apoios: IG, Terra, TIM, UOL, Oi, Claro, ABPD (ou multinacionais individualmente consideradas), itunes, Yahoo, Telefónica, Petrobras.

Eu acho uma idéia viável. Vamos ver se sairá do papel.

Estatísticas de abril

247 visitantes;

468 page views; e

220 visitantes únicos.

A média de tempo no site foi de 11 minutos e 20 segundos por visitante.